A população mundial está poluindo os rios e oceanos com o despejo de milhões de toneladas de resíduos sólidos por dia, envenenando a vida marinha e espalhando doenças que matam milhões de crianças todo ano, disse a ONU no dia mundial da água (22 de março)

“A quantidade de água suja significa que mais pessoas morrem hoje por causa da água poluída e contaminada do que por todas as formas de violência, inclusive as guerras”, disse o Programa do Meio Ambiente das Nações Unidas (Unep, na sigla em inglês).

Em um relatório intitulado “Água Doente”, lançado para o Dia Mundial da Água, o Unep afirmou que dois milhões de toneladas de resíduos, que contaminam cerca de dois bilhões de toneladas de água diariamente, causaram gigantescas “zonas mortas”, sufocando recifes de corais e peixes.

O resíduo é composto principalmente de esgoto, poluição industrial e pesticidas agrícolas e resíduos animais.

Segundo o relatório, a falta de água limpa mata 1,8 milhão de crianças com menos de 5 anos de idade anualmente. Grande parte do despejo de resíduos acontece nos países em desenvolvimento, que lançam 90% da água de esgoto sem tratamento.

A diarreia, principalmente causada pela água suja, mata cerca de 2,2 milhões de pessoas ao ano, segundo o relatório, e “mais de metade dos leitos de hospital no mundo é ocupada por pessoas com doenças ligadas à água contaminada.”

O relatório recomenda sistemas de reciclagem de água e projetos multimilionários para o tratamento de esgoto.

Também sugere a proteção de áreas de terras úmidas, que agem como processadores naturais do esgoto, e o uso de dejetos animais como fertilizantes.

“Se o mundo pretende… sobreviver em um planeta de seis bilhões de pessoas, caminhando para mais de nove bilhões até 2050, precisamos nos tornar mais inteligentes sobre a administração de água de esgoto”, disse o diretor da Unep, Achim Steiner. “O esgoto está literalmente matando pessoas.”

Fonte: Folha Online

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Uma palestra com o tema “Ecoeficiência da Água” foi ministrada pelo Instituto Supereco a convite do Consórcio Caraguatatuba na última quinta-feira (25), como parte das comemorações do Dia Mundial da Água – dia 22 de março. A coordenadora da base litoral norte do Instituto, Márcia Nunes levou um pouco de sua experiência para cerca de 30 funcionários de diversos setores da UTGCA sobre as atitudes que favorecem a conservação dos recursos naturais, citando como exemplo a realidade do Rio Juqueriquerê.

Os participantes da palestra receberam orientações sobre as contribuições que podem mudar o dia a dia para conseguir ecoeficiência na utilização dos recursos naturais. O termo significa o uso mais eficiente de materiais e energia, a fim de reduzir os custos econômicos e os impactos ambientais. “O conceito pode ser aplicado do trabalho à nossa casa. As empresas melhorando e adequando seus processos produtivos, o governo implantando em todas as suas instâncias o incentivo a essas práticas e, cada um de nós mudando os hábitos diários, podemos contribuir e muito para a redução da utilização de nossos recursos naturais e em especial – a água – fonte de toda a vida”, afirmou Márcia.

Confira algumas dicas dadas durante a palestra:

• Reutilize a água sempre que possível. Exemplo: utilize a água da máquina para lavar o quintal, não lave calçadas e repense o uso das mangueiras.

• Troque suas lâmpadas incandescentes por fluorescentes. Elas gastam 60% menos energia e duram mais tempo.

• Para evitar o consumo exagerado de gás, não acenda o fogão antes de colocar a panela no fogo. Deixar o feijão de molho antes de preparado, por exemplo, facilita o cozimento e economiza gás.

• Use os dois lados do papel na hora de tirar fotocópias de documentos de grande volume ou usar o verso de papéis impressos para fazer os seus rascunhos ou bloquinhos de recados. Lembre-se, só imprima se realmente for necessário

• Doe o que ainda serve para outras pessoas e instituições de caridade. Exemplos: roupas a serem reformadas; cobertores, móveis restaurados, vidros e plásticos transformados em utilidades. Faz bem para quem recebe, para você e para o nosso ambiente!

O WWF-Brasil anunciou na semana passada, no Copacabana Palace, no Rio de Janeiro, o lançamento da Hora do Planeta 2010, movimento mundial de alerta contra o aquecimento global. Em sua segunda edição no Brasil, o evento, conhecido globalmente como Earth Hour, ocorrerá em 27 de março, das 20h30 às 21h30, e terá o Rio de Janeiro como cidade-sede nacional.

Para o País, a expectativa do WWF-Brasil é de aumentar o número de 113 cidades que aderiram à Hora do Planeta em 2009. Segundo Álvaro de Souza, presidente do Conselho Diretor do WWF-Brasil, “a intenção do ato simbólico de apagar as luzes ajuda a criar uma verdadeira onda de conscientização e mobilização da sociedade em relação ao aquecimento global. Só não vê as mudanças climáticas quem não quer. O planeta e o clima estão mudando, e por nossa culpa. Soluções sustentáveis a longo prazo devem ser tomadas e efetivamente implementadas. Isso é responsabilidade de todos”, alerta Álvaro de Souza.

O apoio do governo federal à Hora do Planeta foi confirmado por meio de depoimento em vídeo do Ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc. Segundo ele, a iniciativa faz parte do Plano de Mudanças Climáticas do Ministério. “Um simples gesto de desligar pode acender uma luz de alerta para o planeta”, disse o Ministro.

No Ano Internacional da Biodiversidade, o objetivo da Hora do Planeta no Brasil é conscientizar a sociedade sobre a importância da conservação e recuperação das matas, florestas e recursos hídricos nacionais como forma de proteção e adaptação contra as mudanças climáticas, bem como para reduzir emissões de gases do efeito estufa causadas pelo desmatamento.

Em 2009, milhões de brasileiros apagaram suas luzes e mostraram sua preocupação com o aquecimento global. No total, 113 cidades do País, incluindo 13 capitais, participaram da Hora do Planeta no ano passado. Ícones como o Cristo Redentor, a Ponte Estaiada, o Congresso Nacional e o Teatro Amazonas ficaram no escuro por sessenta minutos. No mundo, 4088 cidades de 88 países aderiram ao movimento na última edição.

A mobilização para o evento já começou, por meio do site www.horadoplaneta.org.br, onde cidadãos, empresas e organizações brasileiras podem fazer seu cadastro, deixar seu comentário e obter mais informações sobre o movimento. O WWF-Brasil também já está em contato com as principais capitais e cidades brasileiras para a realização do evento.

“A Hora do Planeta é um movimento de todos nós. Ela une cidades, empresas e indivíduos para demonstrar às lideranças mundiais - e, principalmente, para mostrar uns aos outros - que queremos uma solução contra o aquecimento global. É uma oportunidade única para nós, brasileiros, de nos unirmos com a comunidade global em uma única voz para combater as mudanças climáticas”, acrescenta Denise Hamú, secretária-geral do WWF-Brasil.

O lançamento mundial da Hora do Planeta 2010 ocorreu em Chengdu – primeira cidade da China a assumir o compromisso de apagar as luzes no dia 27 de março – e cidade natal da ursa panda Mei Lan, Embaixadora Mundial do movimento. Os pandas gigantes, símbolos da Rede WWF, habitam Chengdu há mais de 8 milhões de anos. O papel de Mei Lan como embaixadora poderá ser acompanhado pelos sites www.twitter.com/earthour e www.earthhour.org.

Sobre a Hora do Planeta
A Hora do Planeta, conhecida globalmente como Earth Hour, é uma iniciativa global da Rede WWF para enfrentar as mudanças climáticas. No sábado, dia 27 de março de 2010, às 20h30, pessoas, empresas, comunidades e governo são convidados a apagar suas luzes pelo período de uma hora para mostrar seu apoio ao combate ao aquecimento global. Na primeira edição, realizada em 2007 na Austrália, 2 milhões de pessoas desligaram suas luzes. Em 2008, mais de 50 milhões de pessoas de todas as partes do mundo aderiram à ação. Em 2009, quando o WWF-Brasil realizou pela primeira vez a Hora do Planeta no Brasil, quase 1 bilhão de pessoas em todo o mundo apagaram suas luzes.

Sobre o WWF-Brasil
O WWF-Brasil é uma organização não governamental brasileira dedicada à conservação da natureza com os objetivos de harmonizar a atividade humana com a conservação da biodiversidade e promover o uso racional dos recursos naturais em benefício dos cidadãos de hoje e das futuras gerações. O WWF-Brasil, criado em 1996 e sediado em Brasília, desenvolve projetos em todo o país e integra a Rede WWF, a maior rede independente de conservação da natureza, com atuação em mais de 100 países e o apoio de cerca de 5 milhões de pessoas, incluindo associados e voluntários.

Informações Adicionais
Cadastre-se e saiba como participar da Hora do Planeta:
Site oficial: www.horadoplaneta.org.br

Entre os dias 22, 23 e 24 de fevereiro, o projeto Diagnóstico Socioambiental e Sanitário - financiado pelo Fehidro - Fundo Estadual de Recursos Hídricos, apresentará a devolutiva da pesquisa sobre o Rio Juqueriquerê feita nos bairros do Porto Novo, Morro do Algodão e Barranco Alto, em Caraguatatuba.

A programação do dia 22 será desenvolvida no Espaço Cidadão (Barranco Alto), às 15hs. No dia 23, o encontro ocorrerá na Associação dos Moradores do Morro do Algodão – AMMA (Morro do Algodão), às 19hs. Já no dia 24, a devolutiva acontecerá no Porto Novo, na Colônia de Férias dos Metalúrgicos de Osasco, às 18hs.

Estão programadas dinâmicas sobre o projeto, apresentação das demandas de cada bairro para comunidades, parceiros, instituições públicas e CBH – Comitê de Bacias Hidrográficas do Litoral Norte. O público terá um momento específico para dar sugestões e informações que complementem a pesquisa.
Os interessados em comparecer que tiverem dúvidas sobre a devolutiva devem entrar em contato com o Instituto Supereco pelo telefone (12) 3883-2978.

Sobre o projeto

O projeto Diagnóstico Socioambiental e Sanitário é desenvolvido pelo Instituto Supereco nos bairros do Porto Novo, Morro do Algodão e Barranco Alto, em Caraguatatuba, por meio do Fehidro - Fundo Estadual de Recursos Hídricos.

Nos últimos meses foram aplicados 900 questionários nos três bairros com o objetivo de conhecer as condições sanitárias das residências e edificações localizadas nas margens do rio Juqueriquerê. A ideia é construir um plano de ação para minimizar os impactos negativos do lançamento de esgoto “in natura” no Juqueriquerê.

Durante a pesquisa, muitas pessoas demonstraram indignação com a situação do rio Juqueriquerê. É o caso da moradora do Porto Novo, Sônia de Fátima Rodrigues de Oliveira. “O Juqueriquerê é muito poluído, não dá para você pescar, não dá para levar as crianças para nadar nem na parte mais rasa por causa da poluição”, afirma. Para o entrevistado Wagner Barroso, a situação não é diferente. “Antigamente tinha até robalo no rio, agora está confuso, a gente vê até bezerro morto boiando”, afirma.

A pesquisa foi realizada com moradores, turistas e comerciantes dos três bairros. Segundo a educadora socioambiental do projeto, Graciela Oliveira, a receptividade foi boa. “Contamos com o apoio da população. Percebemos questionamentos comuns principalmente em relação ao esgoto, águas da chuva e conscientização da população”, completa.
O projeto Diagnóstico Socioambiental e Sanitário nos bairros do Porto Novo, Morro do Algodão e Barranco Alto conta com o apoio da CETESB.
Apoio para a realização das reuniões: AMMA; Espaço Cidadão; Sindicato dos Metalúrgicos de Osasco.

Foram entrevistados moradores, turistas e comerciantes dos três bairros

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Na última quarta-feira, os agentes de pesquisa do Instituto Supereco encerraram a aplicação de 900 questionários nos bairros do Porto Novo, Morro do Algodão e Barranco Alto, em Caraguatatuba, para o projeto Diagnóstico Socioambiental e Sanitário - financiado pelo Fehidro - Fundo Estadual de Recursos Hídricos, com o objetivo de conhecer as condições sanitárias das residências e edificações localizadas nas margens do rio Juqueriquerê. A ideia deste estudo é construir um plano de ação para minimizar os impactos negativos do lançamento de esgoto “in natura”.

A partir da iniciativa, muitas informações importantes foram adquiridas em relação a fatores sociais, ambientais e sanitárias que certamente serão úteis para a proposição de ações, parcerias e projetos em prol do rio.

A pesquisa foi realizada com moradores, turistas e comerciantes dos três bairros. Segundo a educadora socioambiental do projeto, Graciela Oliveira, a receptividade foi boa. “Contamos com o apoio da população. Percebemos questionamentos comuns principalmente em relação ao esgoto, águas da chuva e conscientização da população”, afirma.

“Durante o trabalho tivemos a oportunidade de abordar muitos turistas, alguns tristes com a degradação do Rio Juqueriquerê e outros que não se importavam ou até desconheciam a sua existência. Já os moradores, principalmente os mais antigos, demonstraram um sentimento comum de tristeza por conta da poluição e situação atual deste recurso hídrico tão importante para o município”, diz Graciela

Com essa etapa concluída a equipe do Instituto Supereco já iniciou as tabulações dos questionários e em breve poderá dar a devolutiva da pesquisa. “Estamos articulando com representantes e espaços públicos dos bairros para realizar a apresentação dos resultados à população”, finaliza.

Confira algumas entrevistas:

http://www.radiotube.org.br/icox.php?mdl=nucleo_duro&op=comentar&id=2408&usuario=1644&from=audio

http://www.radiotube.org.br/icox.php?mdl=nucleo_duro&op=comentar&id=2412&usuario=1644&from=audio

http://www.radiotube.org.br/icox.php?mdl=nucleo_duro&op=comentar&id=2409&usuario=1644&from=audio

http://www.radiotube.org.br/icox.php?mdl=nucleo_duro&op=comentar&id=2404&usuario=1644&from=audio

http://www.radiotube.org.br/icox.php?mdl=nucleo_duro&op=comentar&id=2406&usuario=1644&from=audio

http://www.vnews.com.br/video.php?id=4647

O Programa Terra Vida ou Morte, da TV Vanguarda, veiculará amanhã (29), a partir das 11:50 hs, uma reportagem sobre o Rio Juqueriquerê. Um dos pontos abordado será o Diagnóstico Socioambiental e Sanitário que o Instituto Supereco desenvolve nos bairros do Porto Novo, Morro do Algodão e Barranco Alto, com financiamento do Fehidro
Não perca!

A partir de hoje (06/01), os moradores e comerciantes do entorno do Rio Juqueriquerê receberão a visita dos educadores ambientais do Instituto Supereco para o projeto Diagnóstico Socioambiental e Sanitário que será desenvolvido nos bairros do Porto Novo, Morro do Algodão e Barranco Alto, em Caraguatatuba, por meio do Fehidro - Fundo Estadual de Recursos Hídricos.

A pesquisa ocorrerá nos períodos da manhã e tarde. “Visitaremos todas as edificações em uma margem de aproximadamente cem metros do Rio Juqueriquerê. Além das residências, serão pesquisados os estabelecimentos comerciais como restaurantes, supermercados e salões, afirma a educadora ambiental do Instituto Supereco, Graciela Oliveira.

Serão aplicados 300 questionários em cada bairro, o primeiro a ser visitado será o Porto Novo, seguido por Barranco Alto e posteriormente o Morro do Algodão, totalizando 900 edificações no entorno do Rio, com a previsão de permanência de cinco dias em cada bairro.

Nos dias 22 e 23 de dezembro, a equipe do Instituto Supereco envolveu diferentes públicos no entorno do Rio Juqueriquerê com o objetivo de conhecer as condições sanitárias das residências e edificações localizadas nas margens do rio. Trata-se do projeto Diagnóstico Socioambiental e Sanitário que será desenvolvido nos bairros do Porto Novo, Morro do Algodão e Barranco Alto, em Caraguatatuba, por meio do Fehidro - Fundo Estadual de Recursos Hídricos. A ideia deste estudo é construir um plano de ação para minimizar os impactos negativos do lançamento de esgoto “in natura”.

Durante os dois dias, moradores, comerciantes e turistas foram abordados e a maioria dos entrevistados demonstrou preocupação com a situação do rio, porém algumas pessoas desconheciam a sua situação.

As abordagens foram feitas de maneira descontraída com o objetivo de informar que nesse mês de janeiro será realizada uma pesquisa em Caraguatatuba. “Pedimos a colaboração das pessoas, é importante que recebam os pesquisadores para juntos tentar trabalhar em prol da conservação do rio”, afirma a educadora ambiental do Instituto Supereco, Graciela Oliveira.

Os agentes de pesquisas passaram por uma capacitação e estão preparados para uma abordagem diferenciada. A formação destes monitores ocorreu nas dependências do Laboratório da Sabesp de Caraguatatuba, onde puderam conhecer as instalações e verificar o processo de tratamento do esgoto.

“Não queremos chegar à pessoa para tirar uma informação e sim realizar uma troca de conhecimentos que o diagnóstico socioambiental nos permite”, conclui Graciela.

O projeto Diagnóstico Socioambiental e Sanitário nos bairros do Porto Novo, Morro do Algodão e Barranco Alto conta com o apoio da CETESB desde sua concepção e uma rede de outros apoios e parcerias será construída no decorrer dos próximos meses. Se você tem algo a colaborar com este estudo, deixe seu comentário e/ou envie um e-mail para: graciela@supereco.org.br.

DEPOIMENTOS

Wagner Barroso - Wagner Barroso

Wagner Barroso, diz : “…antigamente tinha até robalo, agora ta confuso, agora ta meio complicado, se ta aqui e daqui a pouco você vê um bezerro morto boiando…” Falando sobre o rio Juqueriquerê.

Sonia de F  tima - Sonia de F  tima

Acima, Sônia de Fátima Rodrigues de Oliveira, moradora do Bairro Porto Novo há 3 meses , já ouviu muito falar sobre o rio, mas nunca utilizou, diz: “… é muito poluído, não dá para você pescar, não dá para levar as crianças para nadar nem na parte mais rasa por causa da poluição…”.

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