Julho de 2010


A Organização Não Governamental (ONG) Fundação SOS Mata Atlântica organiza, na próxima quinta-feira (22), palestra sobre o Projeto de Lei (PL) do novo Código Florestal, aprovado no dia seis de julho na Câmara dos Deputados. No evento, previsto para às 20h, Mário Mantovani –diretor de Políticas Públicas da SOS –falará sobre a polêmica matéria.

De autoria do deputado Aldo Rebello (PCdoB-SP), o Projeto isenta de multa proprietários de terra e agricultores que desmataram nascentes de morro e enconstas até julho de 2008. Devido ao impacto na natureza, as mudanças são vistas com desagrado por ambientalistas.

“É necessário que o cidadão se manifeste e fale com os representantes de sua região, que as organizações locais se mobilizem e mostrem que são contra estas mudanças”, ressalta Mantovani.

Na página “Exterminadores do Futuro”, criada pela Fundação para monitorar e “proteger a legislação ambiental” brasileira, estão disponibilizadas mais informações sobre o tema.

O evento acontece à rua Manoel da Nóbrega, número 456, no bairro Paraíso, em São Paulo. Para participar, basta comparecer ao local. Mais informações podem ser obtidas pelo telefone: (11)-3055-7888 ou através do email agenda@sosma.org.br.

Em 2010, o Programa Rigesa de Educação Ambiental completa 10 anos. Idealizado em 2001, acontece nos municípios onde a empresa de embalagens mantém sedes em atividade – Valinhos (SP), Blumenau e Três Barras (SC), Pacajus (CE) e Feira de Santana (BA). Ao longo de uma década, o Programa formou mais de 4,5 mil professores, no intuito de sensibilizar educadores e alunos do quinto ao sexto ano do ensino fundamental das redes estadual, municipal e particular, nas escolas parceiras do projeto.

Desde o ano de 2007, o Programa conta com monitoramento e avaliação dos resultados obtidos pelas escolas e cidades atendidas. Para a execução, a Rigesa tem a parceria das ONGs Instituto Supereco (regiões Nordeste e Sudeste) e SPVS (Sociedade Protetora da Vida Selvagem), que atua na parte Sul do país.

A Organização das Nações Unidas (ONU) declarou 2010 como o “Ano Internacional da Biodiversidade”. Em apoio à decisão da entidade, o Seminário deste ano levou aos educadores das escolas participantes, entre junho e julho, conteúdos e atividades práticas para aplicação em sala de aula sobre a biodiversidade brasileira.

O Programa tem contribuído tanto para a abordagem da educação ambiental como tema transversal em todas as disciplinas, bem como estimulado o desenvolvimento de ações e projetos nas escolas parceiras. A expectativa é de que, em breve, esteja no ar também um site oficial do Programa. Na página, alunos e educadores poderão compartilhar e divulgar experiências, baixar publicações e conhecer notícias sobre pesquisas científicas que possam inspirar planos de aulas.

Na avaliação da professora Mônica Simons, bióloga e veterinária com 32 anos de atuação na promoção da educação ambiental, o Seminário formou pessoas com consciência ambiental, sabedoria esta ensinada aos alunos dentro das escolas, locais onde se fortalecem a “criticidade” e a “autonomia dos cidadãos”.

Em entrevista ao Blog Supereco, Mônica - hoje diretora do CEAG (Centro de Educação Ambiental de Guarulhos SP) e consultora do Instituto Supereco - faz um balanço dos dez anos do Programa. Em pauta, as realizações, as relações entre alunos e educadores e a importância da educação ambiental para a sociedade.

1-Qual a importância da educação ambiental na formação escolar?

Pela sua dinâmica de regularidade de atividades, por ter um público de
contato cotidiano garantido, por ser um espaço potencial de oferta de
ampliação de horizontes sócio-culturais e por pressupor um processo na
construção de conhecimentos e práticas formativas, entendemos que seja um
espaço privilegiado, mesmo a despeito de todos os desvios que historicamente
vem enfrentando. Principalmente na Educação Infantil e no Ensino Fundamental, entendemos que seja estratégica a presença da Educação Ambiental de forma
transversal, inter e transdisciplinar por ser, comprovadamente, nesta
faixa que se constroem os alicerces de visão de mundo e compromisso com a
vida.

Por outro lado, partindo das faixas etárias iniciais ao dar
continuidade em todos os níveis de ensino formal, o que inclui instâncias de
educação para adultos como o nosso EJA (ou o Life Long Learning segundo
a - CONFINTEA - Conferência Internacional de Educação para Adultos, Dez/09.
Belém do Pará - Bahia) e pautados nos princípios do Tratado de Educação
Ambiental para Sociedades Sustentáveis e Responsabilidade Global, entendemos
a escola como ferramenta estratégica para promover e/ou fortalecer a
criticidade, o empoderamento e a autonomia dos cidadãos

2- Como a proposta do programa prevê que a educação ambiental seja abordada de forma transversal, isto é, não como uma disciplina específica, de que maneira é
possível fazer com que o conteúdo seja passado e entendido pelos alunos?

Desde as primeiras edições, o programa sempre advogou a favor de que não
somente os professores de ciências participassem dos Seminários, mas, pelo
contrário, professores das mais diversas áreas. Por outro lado, todos os
materiais de apoio produzidos sempre tiveram um formato e um conteúdo
explicitamente inter e transdisciplinar, ofertando atividades que durante o
próprio seminário pudessem demonstrar, na prática, a interdisciplinaridade.

Da mesma forma, ao longo do ano letivo, os alunos dos 5º. E 6º. Anos das escolas parceiras recebem recebem o Jornal de Educação Ambiental Rigevida, que traz informações científicas em linguagem adequada e com interatividade, assim aprendem os conteúdos brincando. O professor também recebe o Exemplar do Professor com sugestões para abordar o tema desse jornal em sala de aula

Entendemos também que o conteúdo não deva ser “passado”, mas apresentado aos
alunos como um caminho de provocação construtiva, levando-os a refletir e a
desenvolver seu senso crítico ao serem desafiados dentro da potencialidade
das diversas faixas etárias, respeitando os Ciclos de Vida, no sentido de
levá-los a compreensão da sua relação com o meio ambiente num processo de
sensibilização, e desenvolvimento de competência e responsabilidade na busca
pela sustentabilidade dentro e principalmente fora da escola, na comunidade
onde o educando vive e convive, enquanto “editor” dos conteúdos com os quais
ele tomou contato, indo muito além de superficialidade da informação per
se, muitas vezes traduzida em notas altas nas provas, mas, nenhum compromisso
com a vida.

3- Qual o saldo que você faz dos 10 anos de Seminário? O que mudou na
visão de quem recebe as informações e também na percepção de quem passa o conteúdo?

Considero ser um balanço muito favorável por vários motivos, a saber:

- A característica de continuidade e processo
- A quantidade de escolas beneficiadas envolvendo não somente os professores
mas também os educandos que são subsidiados com os diferentes materiais de
apoio temáticos;
- A modalidade de interatividade garantida, junto aos educandos, via Jornal
de Educação Ambiental Rigevida;
- O trabalho dos educadores sendo reconhecido explicitamente ao poder
divulgá-lo em instâncias como o “Varal de Idéias”
- O investimento corporativo tanto na qualidade dos materiais de apoio
ofertados, como na concretização da avaliação dos resultados do Programa via
“monitoramento”, tanto via telefone como in loco.

Quanto à mudança da visão de quem recebe: principalmente conversando com
educadores que acompanham o programa em várias edições, eles são categóricos
afirmando que o programa tem qualificado de forma incontestável o trabalho
pedagógico por eles realizado, trazendo informação e oferta de dinâmicas
perfeitamente aplicáveis na realidade de sala de aula.

Quanto à percepção de quem aborda os conteúdos ou participa dos
seminários e de todos os processos dele decorrentes: é evidente que ao longo
do tempo toda a dinâmica foi amadurecendo, ganhando maior profundidade,
propriedade e objetividade! Isto foi promovendo um crescente grau de
confiança e familiaridade de todos os que direta ou indiretamente estamos
envolvidos no programa promovendo, necessariamente, uma maior qualidade não
somente nos processos, mas também nos resultados. Outro aspecto importante,
no nosso entender, são os laços afetivos que com o passar do tempo foram
sendo consolidados, o que implica numa confiança crescente e numa salutar
condição de liberdade, contribuindo com o gradativo e crescente
amadurecimento do programa na complexidade de todos os seus processos.

Mônica Simons - P1010112

O Instituto Supereco desenvolveu, nos dias sete e oito de julho, em Valinhos (SP), o 10º Seminário de Educação Ambiental. O programa, coordenado pela Rigesa -uma das empresas líderes no segmento de embalagens - tem por objetivo oferecer formação a professores do 6º ano (antiga quinta série) das redes municipal, estadual e privada de ensino.

O programa, iniciado no ano de 2001, é desenvolvido nas cidades em que a Rigesa mantém sedes em atividade -além de Valinhos, Feira de Santana (BA), Blumenau e Três Barras (SC) e Pacajus (CE). De forma lúdica, o Seminário visa passar capacitação aos educadores, para que o tema “educação ambiental” seja repassado de forma transversal nas salas de aula, isto é, que o assunto não seja uma disciplina específica.

De acordo com Eliane Santos, educadora do Instituto Supereco, uma das preocupações do programa é promover a interface do tema educação ambiental com o conteúdo programático das escolas. Em 2010, “Ano Internacional da Biodiversidade” – declarado oficialmente pela Organização das Nações Unidas (ONU) – a conservação da variedade natural serviu como mote à programação do Seminário.

Aos educadores, além de atividades práticas, palestras, também foram distribuídos exemplares do livro “Investigando a Biodiversidade: Guia de Apoio aos Educadores do Brasil”, publicado por meio de parceria entre o Instituto Supereco, WWF Brasil e Conservação Internacional (CI), com o apoio da Rigesa

Ao fim do evento, educadores participantes exaltaram a importância do Seminário para as escolas e a cidade de Valinhos, primeira das sedes da Rigesa, inaugurada no ano de 1942. ”É com muito orgulho que participo do projeto há dez anos. Fico feliz em ver que existe uma continuidade e todo ano esperamos por esse momento”, avalia Roseli Costa, funcionária da Secretaria de Educação do município. “Isso aqui alimenta a nossa prática: você vem, depois tem um acompanhamento e retorno, então é um projeto contínuo, desenvolvido o ano inteiro”, complementa.

Para a professora Rozenilda Ribeiro, da EMEF Carlos de Carvalho Vieira, o programa é importante devido ao caráter contínuo. “Traz ideias que podem ser trabalhadas com os alunos durante todo o ano. Os materiais oferecidos e os temas dinâmicos vêm para somar o nosso trabalho no dia a dia”.
Valinhos - Valinhos

Objetivo é capacitar e mobilizar educadores e alunos da rede de ensino pública e privada sobre a importância da Mata Atlântica e a conservação ambiental



A Fundação SOS Mata Atlântica e o Instituto Supereco realizaram, entre os dias 9 e 17 de junho, parte do monitoramento do Programa de Educação Ambiental “Mata Atlântica vai à escola”, desenvolvido em unidades de ensino fundamental da Grande São Paulo. O programa é uma iniciativa da Fundação SOS Mata Atlântica e conta com o patrocínio do Bradesco Cartões e Fundação Toyota do Brasil.

Ao todo são realizados oito monitoramentos em escolas de ensino fundamental da Grande São Paulo, dentre elas, as instituições educacionais da Fundação Bradesco. No início do programa, apenas três escolas eram visitadas, número este que foi aumentando de acordo com os resultados obtidos.

O monitoramento é um acompanhamento pedagógico para ajudar a escola a implantar o programa nas salas de aula. “Primeiro fazemos um diagnóstico e depois damos sugestões de como inserir o tema Mata Atlântica nas escolas, sem que isso seja um trabalho a mais no plano curricular”, diz a educadora ambiental da Supereco, Evelyn Kato, que realiza o monitoramento em parceria com o educador ambiental, Rex, da SOS Mata Atlântica.

No dia 9 de junho, o monitoramento foi realizado junto à Escola Estadual Professor Lourenço Filho, no bairro Saúde, zona sul da capital paulista. No dia 15, a ação aconteceu na Escola Estadual Philomena Bailão, na zona norte de São Paulo. Já no dia 17, o monitoramento foi feito nas unidades de ensino Escola de Fundação Básica Jardim Conceição, em Osasco, e na Escola Municipal de Ensino Fundamental Tereza Margarida da Silva e Orta, nas proximidades da represa Guarapiranga.

“O resultado tem sido bem interessante. Conseguimos ver as diferenças entre as escolas”, diz Evelyn, enfatizando que enquanto algumas instituições estão prontas para a aplicação do ensino ambiental, outras escolas têm problemas até mesmo estruturais, como falta de coordenação pedagógica.

As escolas participantes têm como benefícios a capacitação dos educadores, material pedagógico e sugestões de atividades, sistema em rede para a troca de informações e experiências entre os professores capacitados pelo programa e a formação de um banco de dados com as instituições, que mostra as atividades realizadas e um balanço geral do programa.
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