Entre os dias 22, 23 e 24 de fevereiro, o projeto Diagnóstico Socioambiental e Sanitário - financiado pelo Fehidro - Fundo Estadual de Recursos Hídricos, apresentará a devolutiva da pesquisa sobre o Rio Juqueriquerê feita nos bairros do Porto Novo, Morro do Algodão e Barranco Alto, em Caraguatatuba.
A programação do dia 22 será desenvolvida no Espaço Cidadão (Barranco Alto), às 15hs. No dia 23, o encontro ocorrerá na Associação dos Moradores do Morro do Algodão – AMMA (Morro do Algodão), às 19hs. Já no dia 24, a devolutiva acontecerá no Porto Novo, na Colônia de Férias dos Metalúrgicos de Osasco, às 18hs.
Estão programadas dinâmicas sobre o projeto, apresentação das demandas de cada bairro para comunidades, parceiros, instituições públicas e CBH – Comitê de Bacias Hidrográficas do Litoral Norte. O público terá um momento específico para dar sugestões e informações que complementem a pesquisa.
Os interessados em comparecer que tiverem dúvidas sobre a devolutiva devem entrar em contato com o Instituto Supereco pelo telefone (12) 3883-2978.
Sobre o projeto
O projeto Diagnóstico Socioambiental e Sanitário é desenvolvido pelo Instituto Supereco nos bairros do Porto Novo, Morro do Algodão e Barranco Alto, em Caraguatatuba, por meio do Fehidro - Fundo Estadual de Recursos Hídricos.
Nos últimos meses foram aplicados 900 questionários nos três bairros com o objetivo de conhecer as condições sanitárias das residências e edificações localizadas nas margens do rio Juqueriquerê. A ideia é construir um plano de ação para minimizar os impactos negativos do lançamento de esgoto “in natura” no Juqueriquerê.
Durante a pesquisa, muitas pessoas demonstraram indignação com a situação do rio Juqueriquerê. É o caso da moradora do Porto Novo, Sônia de Fátima Rodrigues de Oliveira. “O Juqueriquerê é muito poluído, não dá para você pescar, não dá para levar as crianças para nadar nem na parte mais rasa por causa da poluição”, afirma. Para o entrevistado Wagner Barroso, a situação não é diferente. “Antigamente tinha até robalo no rio, agora está confuso, a gente vê até bezerro morto boiando”, afirma.
A pesquisa foi realizada com moradores, turistas e comerciantes dos três bairros. Segundo a educadora socioambiental do projeto, Graciela Oliveira, a receptividade foi boa. “Contamos com o apoio da população. Percebemos questionamentos comuns principalmente em relação ao esgoto, águas da chuva e conscientização da população”, completa.
O projeto Diagnóstico Socioambiental e Sanitário nos bairros do Porto Novo, Morro do Algodão e Barranco Alto conta com o apoio da CETESB.
Apoio para a realização das reuniões: AMMA; Espaço Cidadão; Sindicato dos Metalúrgicos de Osasco.