Nos dias 22 e 23 de dezembro, a equipe do Instituto Supereco envolveu diferentes públicos no entorno do Rio Juqueriquerê com o objetivo de conhecer as condições sanitárias das residências e edificações localizadas nas margens do rio. Trata-se do projeto Diagnóstico Socioambiental e Sanitário que será desenvolvido nos bairros do Porto Novo, Morro do Algodão e Barranco Alto, em Caraguatatuba, por meio do Fehidro - Fundo Estadual de Recursos Hídricos. A ideia deste estudo é construir um plano de ação para minimizar os impactos negativos do lançamento de esgoto “in natura”.

Durante os dois dias, moradores, comerciantes e turistas foram abordados e a maioria dos entrevistados demonstrou preocupação com a situação do rio, porém algumas pessoas desconheciam a sua situação.

As abordagens foram feitas de maneira descontraída com o objetivo de informar que nesse mês de janeiro será realizada uma pesquisa em Caraguatatuba. “Pedimos a colaboração das pessoas, é importante que recebam os pesquisadores para juntos tentar trabalhar em prol da conservação do rio”, afirma a educadora ambiental do Instituto Supereco, Graciela Oliveira.

Os agentes de pesquisas passaram por uma capacitação e estão preparados para uma abordagem diferenciada. A formação destes monitores ocorreu nas dependências do Laboratório da Sabesp de Caraguatatuba, onde puderam conhecer as instalações e verificar o processo de tratamento do esgoto.

“Não queremos chegar à pessoa para tirar uma informação e sim realizar uma troca de conhecimentos que o diagnóstico socioambiental nos permite”, conclui Graciela.

O projeto Diagnóstico Socioambiental e Sanitário nos bairros do Porto Novo, Morro do Algodão e Barranco Alto conta com o apoio da CETESB desde sua concepção e uma rede de outros apoios e parcerias será construída no decorrer dos próximos meses. Se você tem algo a colaborar com este estudo, deixe seu comentário e/ou envie um e-mail para: graciela@supereco.org.br.

DEPOIMENTOS

Wagner Barroso - Wagner Barroso

Wagner Barroso, diz : “…antigamente tinha até robalo, agora ta confuso, agora ta meio complicado, se ta aqui e daqui a pouco você vê um bezerro morto boiando…” Falando sobre o rio Juqueriquerê.

Sonia de F  tima - Sonia de F  tima

Acima, Sônia de Fátima Rodrigues de Oliveira, moradora do Bairro Porto Novo há 3 meses , já ouviu muito falar sobre o rio, mas nunca utilizou, diz: “… é muito poluído, não dá para você pescar, não dá para levar as crianças para nadar nem na parte mais rasa por causa da poluição…”.