Na terça-feira, 31/03, o Instituto Supereco reuniu moradores, alunos de escolas, visitantes e estudantes do curso de pedagogia da Uniararas na escola EMEI/EMEF Dr. João Benedito Marcondes, em Caraguatatuba-SP, durante a exposição dos resultados proporcionados pelos biomapas produzidos nas atividades de educação ambiental do projeto “Água de Beber, de Comer, de Usar e de Conservar…Ciclos Contínuos”.
Segundo a coordenadora do projeto, Márcia Nunes, esta é mais uma meta atingida dentro do planejamento do Água de Beber que confirma a importância do trabalho de conscientização nas escolas, pois “os biomapas são diagnósticos do estado de conservação do rio, sendo assim, acabam tornando-se peças fundamentais para a educação ambiental”.
A exposição também contou com a participação de voluntários do projeto Futurágua – uma realização da Sabesp – que tem por objetivo formar e transformar crianças de 7 a 10 anos em agentes multiplicadores do uso racional da água. Segundo uma das voluntárias do projeto, Talita Guimarães, o objetivo é realizar quatro encontros em escolas públicas e abordar temas referentes a poluição e preservação. “Exploramos a sensibilidade das crianças por meio de maquetes representando uma cidade ideal, por exemplo”, afirmou Talita.
De acordo com a moradora do bairro Barranco Alto, Valeria Siqueira do Rosário, com estas iniciativas as crianças aprendem e ensinam os pais a proteger o meio ambiente. “A minha filha com 6 anos de idade aprende muito e fala pra todo mundo de casa que não devemos jogar lixo na rua. O meu filho de 11 anos também participa de todos os encontros do Água de Beber.” Valeria disse que também ouve muito os programas de radio “Na Rede do Juqueriquerê” e aprende com as histórias contadas.
Para o estudante Wilian, 10, a idéia de preservação calou fundo. “É preciso jogar o lixo no lixo, porque senão a paisagem morre e não vai sobrar nada no futuro para o meu filho”, afirmou.
A diretora da EMEI/EMEF Dr. João Benedito Marcondes, Marinete da Silva Oliveira, julgou serem importantes as ações de educação ambiental, já que “hoje foi plantada mais uma semente nas pessoas da comunidade que com certeza irão trabalhar estas idéias com outras pessoas”. Ela ainda revelou que “as crianças precisam destas iniciativas porque o futuro depende delas. No meu tempo, aprendíamos que a água era infinita e isso, sabe-se hoje, é muito errado”. Marinete finaliza ao dizer que “o campo da política no futuro será defender o meio ambiente”.
Durante a exposição foi apresentado um vídeo contendo o projeto “Herdeiros do Futuro”, realizado pela escola Dr. João Benedito Marcondes – uma apresentação teatral em que três crianças, Valdeir, 12, Tainah, 11, e Samantha, 12, viajam por um túnel do tempo. Vindos do futuro distante, os três alertam as pessoas de hoje sobre como é a situação com a vegetação devastada, rios poluídos e pouco ar respirável. Os “viajantes” também dão dicas de como solucionar alguns problemas como, por exemplo, reciclar o papel ao invés de derrubar árvores para sua confecção.
A exposição trouxe também os desenhos e mapas mentais de crianças que participaram diretamente das ações de educação ambiental no ano passado com as escolas dos bairros Barranco Alto, Morro do Algodão, Porto Novo e Casa Branca. Os desenhos retratam as realidades do rio atual e as idealizadas para um futuro em que não haja poluição e desmatamento.

