Abril de 2009
Arquivo Mensal
Qua 22 Abr 2009
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Boneca Maria Caiçara - R$ 40,00
O Instituto Supereco tem opções de ecoprodutos para aqueles que desejam presentear suas mães de maneira ecologicamente correta. São produtos feitos por comunidades envolvidas nos projetos desenvolvidos pela ONG, que tem como missão promover a educação ambiental como ferramenta estratégica para a conservação do meio ambiente aliada ao desenvolvimento humano.
A linha de produtos produzida pelo grupo Frutos do Futuro – composto por artesãs de Biritiba-Mirim, São Paulo, inclui itens diversos criados a partir do fruto do eucalipto: aventais, sacolas, broches, tapetes e porta-lixo para carro. Os preços variam de R$ 3,00 a R$ 110,00.
Já as opções do grupo Arte Caiçara são baseadas nas tradições culturais caiçara. O grupo é formado por alunos capacitados pelos cursos do Projeto “Feito aqui, feito por nós”, de geração de renda, do CRAS-Sul, Centro de Referência de Assistência Social do Porto Novo, em Caraguatatuba, que em parceria com o Instituto Supereco (Projeto “Água de beber…- ciclos contínuos”, patrocinado pela Petrobras por meio do Programa Petrobras Ambiental) estimulou o desenvolvimento da linha de produtos “Farinha de meia”, que inclui chaveiros, ímãs e bonecos feitos de pano, com preços a partir de R$ 3,00.
A Associação Arte Helvécia, formada por um grupo de mulheres quilombolas de Helvécia - subdistrito de Nova Viçosa, BA, oferece ecoprodutos feitos a partir de um processo de criação que une a cultura local e técnicas do tricô e crochê, utilizando arame e resíduos reaproveitados: os cavacos de madeira e sementes encontradas na região. Produtos: cachepot, centro de mesa, fruteira, revisteiro, vasos, porta cartão, porta guardanapo e porta retrato. Os preços variam entre R$ 3,00 e R$ 35,00.
Os produtos podem ser encomendados nas próprias comunidades pelos telefones:
Grupo Frutos do Futuro - (11) 4692 – 3790 - Jane (11) 7573 – 8116
Grupo Arte Caiçara - 55 12 3887 - 7935 / 9715 1799 - Maria das Graças
Associação Arte Helvécia - Gilda ou Gelcira +55 (73) 3205 – 1130 / 1089
Seg 6 Abr 2009
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Esclarecer dúvidas quanto à criação de associações e cooperativas foi o tema principal do Curso Melhore Seu Negócio – módulo II, realizado no mês de março pelo Instituto Supereco. A ação faz parte do eixo “Água de Comer” - do projeto “Água de Beber, de Comer, de Usar e Conservar…Ciclos Contínuos” - , que tem como objetivo identificar alternativas de geração de renda, além de fortalecer a política cultural, promover qualidade de vida e torná-la empreendedora, socialmente responsável.
Segundo a gestora social do projeto, Cristina Filizzola, o curso serviu para trazer respostas a questões sobre a formação de uma organização. “Fizemos uma apresentação demonstrando quais os papéis e características das duas organizações, desta forma, conseguimos eliminar dúvidas existentes que as pessoas tinham no momento de criar uma associação ou uma cooperativa e também como adequá-las às necessidades dos artesãos”, relatou Cristina.
O curso, realizado na sede do Instituto Pró+Vida, foi dividido entre os períodos da manhã e da tarde. A parte da manhã foi marcada pela troca de experiências entre as pessoas e as organizações, além da presença de representantes da SUTACO – Superintendência dos Trabalhadores Artesanais nas Comunidades – que esclareceram dúvidas quanto ao trabalho desenvolvido junto aos artistas e à renovação da parceria que deve ocorrer com a prefeitura de Caraguatatuba.
Também participaram importantes organizações que fomentam o artesanato de Caraguatatuba como o próprio Instituto Pró+Vida, Casa da Agricultura e CRAS Sul.
O período da tarde foi iniciado com debate entre grupos de artesãos ao relatarem como é o trabalho interno de cada organização em que atuam. Estiveram presentes os grupos: Art Sul, MostrArte (Casa da Agricultura), Associação do Camaroeiro e Grupo Arte Caiçara.
Na sequência, a coordenadora geral do Instituto Supereco, Andrée Vieira, ministrou uma palestra sobre a “A importância das ferramentas de comunicação para o pequeno empreendedor”. A palestra recebeu significativo grau de satisfação por parte do público registrado em avaliação realizada após o curso.
O curso foi encerrado com atividade de desenvolvimento de criatividade. O exercício consistia em formar objetos a partir de rabiscos, estimulando o olhar sobre figuras disformes.
O projeto Água de Beber é desenvolvido no entorno do Rio Juqueriquerê pelo Instituto Supereco com o patrocínio da Petrobras por meio do Programa Petrobras Ambiental. Rede de parceiros: Instituto General Motors, Grupo Bandeirantes de Comunicação do Vale do Paraíba (Band Vale), Car Promotion, SABESP, Veibras, Secretaria de Educação do Município de Caraguatatuba (SEDUC), Centro de Referência e Assistência Social do Porto Novo (CRAS-Sul).
Sex 3 Abr 2009
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Na terça-feira, 31/03, o Instituto Supereco reuniu moradores, alunos de escolas, visitantes e estudantes do curso de pedagogia da Uniararas na escola EMEI/EMEF Dr. João Benedito Marcondes, em Caraguatatuba-SP, durante a exposição dos resultados proporcionados pelos biomapas produzidos nas atividades de educação ambiental do projeto “Água de Beber, de Comer, de Usar e de Conservar…Ciclos Contínuos”.
Segundo a coordenadora do projeto, Márcia Nunes, esta é mais uma meta atingida dentro do planejamento do Água de Beber que confirma a importância do trabalho de conscientização nas escolas, pois “os biomapas são diagnósticos do estado de conservação do rio, sendo assim, acabam tornando-se peças fundamentais para a educação ambiental”.
A exposição também contou com a participação de voluntários do projeto Futurágua – uma realização da Sabesp – que tem por objetivo formar e transformar crianças de 7 a 10 anos em agentes multiplicadores do uso racional da água. Segundo uma das voluntárias do projeto, Talita Guimarães, o objetivo é realizar quatro encontros em escolas públicas e abordar temas referentes a poluição e preservação. “Exploramos a sensibilidade das crianças por meio de maquetes representando uma cidade ideal, por exemplo”, afirmou Talita.
De acordo com a moradora do bairro Barranco Alto, Valeria Siqueira do Rosário, com estas iniciativas as crianças aprendem e ensinam os pais a proteger o meio ambiente. “A minha filha com 6 anos de idade aprende muito e fala pra todo mundo de casa que não devemos jogar lixo na rua. O meu filho de 11 anos também participa de todos os encontros do Água de Beber.” Valeria disse que também ouve muito os programas de radio “Na Rede do Juqueriquerê” e aprende com as histórias contadas.
Para o estudante Wilian, 10, a idéia de preservação calou fundo. “É preciso jogar o lixo no lixo, porque senão a paisagem morre e não vai sobrar nada no futuro para o meu filho”, afirmou.
A diretora da EMEI/EMEF Dr. João Benedito Marcondes, Marinete da Silva Oliveira, julgou serem importantes as ações de educação ambiental, já que “hoje foi plantada mais uma semente nas pessoas da comunidade que com certeza irão trabalhar estas idéias com outras pessoas”. Ela ainda revelou que “as crianças precisam destas iniciativas porque o futuro depende delas. No meu tempo, aprendíamos que a água era infinita e isso, sabe-se hoje, é muito errado”. Marinete finaliza ao dizer que “o campo da política no futuro será defender o meio ambiente”.
Durante a exposição foi apresentado um vídeo contendo o projeto “Herdeiros do Futuro”, realizado pela escola Dr. João Benedito Marcondes – uma apresentação teatral em que três crianças, Valdeir, 12, Tainah, 11, e Samantha, 12, viajam por um túnel do tempo. Vindos do futuro distante, os três alertam as pessoas de hoje sobre como é a situação com a vegetação devastada, rios poluídos e pouco ar respirável. Os “viajantes” também dão dicas de como solucionar alguns problemas como, por exemplo, reciclar o papel ao invés de derrubar árvores para sua confecção.
A exposição trouxe também os desenhos e mapas mentais de crianças que participaram diretamente das ações de educação ambiental no ano passado com as escolas dos bairros Barranco Alto, Morro do Algodão, Porto Novo e Casa Branca. Os desenhos retratam as realidades do rio atual e as idealizadas para um futuro em que não haja poluição e desmatamento.