Fevereiro de 2009
Arquivo Mensal
Sex 27 Fev 2009
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A preocupação com a preservação e melhoria do meio ambiente e, conseqüentemente, da qualidade de vida, levará os integrantes do projeto Água de Beber e os moradores de Caraguatatuba a se unir para uma ação, no sábado, dia 07 de março, que se traduz em um mutirão para plantio de árvores, utilizando 1000 mudas de espécies nativas da mata atlântica local, entre as quais cedro, peroba, uvaia, ipê rosa e jacatirão. O plantio é aberto ao público e acontecerá das 9:00 hs às 10:30 no Sítio Jatobá, localizado na Estrada do Cambixo (Km 5 da Estrada do Rio Claro) – Caraguatatuba.
A ação faz parte do eixo “Água de Conservar”, do projeto Água de Beber, de Comer, de Usar e Conservar… Ciclos Contínuos, sendo o responsável por algumas ações de Recuperação Florestal na Bacia do Rio Juqueriquerê com o objetivo de ser uma estratégia de mobilização social aliada a recuperação florestal. Anteriormente ao plantio, os participantes são capacitados em técnicas de recuperação, conceituação de espécies nativas e legislação ambiental. “Os produtores rurais também são sensibilizados para a importância de conservar a mata ciliar em suas propriedades”, afirma a educadora ambiental do projeto, Andréa Bossi.
Os interessados em participar do plantio devem confirmar presença até o dia 05 de março pelo telefone (12) 3883-2978.
O projeto Água de Beber é desenvolvido no entorno do Rio Juqueriquerê pelo Instituto Supereco com o patrocínio da Petrobras por meio do programa Petrobras Ambiental. Rede de parceiros: Instituto General Motors, Grupo Bandeirantes de Comunicação do Vale do Paraíba (Band Vale), Car Promotion, SABESP, Veibras, Secretaria de Educação do Município de Caraguatatuba (SEDUC), Centro de Referência e Assistência Social do Porto Novo (CRAS-Sul).
Programação:
07h30/08h30 – Transporte dos participantes dos pontos de encontro até o local;
09h – Acolhimento, boas vindas e preparação para o plantio;
09h15/10h30 – Plantio de 1000 mudas em mutirão;
10h30 – Fechamento do mutirão e lanche para os participantes;
11h – Saída do transporte.
Sex 20 Fev 2009
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No dia 04 de março, o projeto “Água de Beber, de Comer, de Usar e Conservar… Ciclos Contínuos” vai realizar uma oficina de capacitação para recuperação florestal, incluindo noções de legislação. A atividade é aberta ao público e será realizada das 9:00 hs as 12:00 no Sítio Jatobá, localizado na Estrada do Cambixo (Km 5 da Estrada do Rio Claro) – Caraguatatuba.
Serão abordados temas relacionados a mata ciliar, restauração ciliar, além do passo a passo para restaurar uma área.
A capacitação que será ministrada pelo engenheiro agrônomo e consultor técnico do projeto Água de Beber - Roberto Bretzel, destina-se a todos os interessados em aprender a plantar e contribuir com a recuperação das matas e rios.
Os interessados em participar da oficina devem confirmar presença até o dia 2 de março pelo telefone (12) 3883-2978 ou pelo email supereco@supereco.org.br.
Sex 20 Fev 2009
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Os educomunicadores do projeto Água vão organizar um encontro no Centro Universitário Unimódulo , no dia 27 de fevereiro, o qual contará com a participação dos jornalistas de Caraguatatuba e região. O grupo de educomunicação vai falar sobre as experiências de produzir reportagens, apresentar trechos de programas de rádio mais marcantes e promover um debate sobre as questões socioambientais. Ao final do evento, será apresentado um vídeo em homenagem aos comunicadores locais.
O trabalho de educomunicação é desenvolvido pelo Água de Beber desde o início do projeto e proporcionou a participação da comunidade em oficinas específicas de comunicação, onde os alunos aprenderam a produzir programas de rádio, montar um blog e jornal-mural. Nas últimas oficinas, realizadas em janeiro de 2009, a proposta foi também a de conhecer os veículos de comunicação locais, por meio de exercícios de análise crítica da mídia, onde os alunos leram jornais e entrevistaram os comunicadores de Caraguatatuba para conhecer de perto seu trabalho.
Os participantes das oficinas – crianças, donas de casa, aposentados, profissionais liberais, professores, jovens – elaboraram ao longo do projeto aproximadamente 120 programas de rádio, veiculados diariamente na rádio Oceânica AM com o nome “Na Rede do Juqueriquerê”. Os temas na maioria das vezes foram escolhidos pelo próprio grupo, e as entrevistas realizadas com associações de moradores, instituições governamentais, órgãos fiscalizadores e muita gente da comunidade de Caraguá. “Meio ambiente, cultura caiçara e a relação da sociedade local com esses temas foram os principais focos de investigação dos repórteres e alunos”, afirma a consultora de educomunicação do projeto, Débora Menezes.
Segundo Débora, o olhar da comunidade reflete-se sobre os programas de rádio veiculados até o momento. Os alunos de educomunicação entenderam melhor sobre como a rede de esgoto é importante para o município, e o quanto depende das pessoas, e não só do governo ou da Sabesp, por exemplo, para ser implantada. Descobriram sobre quanto custa levar os resíduos sólidos para um aterro sanitário em outro município, e como é urgente providenciar a coleta seletiva, para diminuir o volume desses resíduos. “Entenderam o que é uma bacia hidrográfica, e qual o significado do rio Juqueriquerê para o equilíbrio socioambiental de nossa região”, explica.
Dentro dos objetivos do projeto Água de Beber – onde a comunicação com o viés educacional é prioridade – as práticas educomunicativas realizadas até o momento ajudaram a potencializar ações. “Ao pesquisar e produzir reportagens, os alunos também se sentiram estimulados a planejar e a participar de ações como mutirões de limpeza e de plantio de árvores em localidades da cidade”, finaliza Débora.
Proposta da Educomunicação
Um novo campo de pesquisas e práticas está trazendo resultados positivos para a educação ambiental - trata-se da educomunicação, que conecta as áreas de educação e comunicação de forma a contribuir para resolver um problema-chave dentro dos processos educativos relacionados ao meio ambiente e sua relação com a sociedade: como o uso dos meios de comunicação pode promover mudança de consciência e mobilização coletiva, objetivos que a educação ambiental tanto almeja.
O termo educomunicação surgiu entre pesquisadores como o uruguaio Mário Kaplun e o brasileiro Ismar de Oliveira Soares, que pesquisa a inter-relação entre comunicação e educação na Escola de Comunicações e Artes da Universidade de São Paulo (ECA-USP). Nas práticas educativas, o principal foco é promover a utilização da mídia e das tecnologias, especialmente da internet, para que os educandos se expressem.
Esses educandos, que podem ser tanto alunos de escolas quanto pessoas da comunidade, são convidados a refletir sobre a mídia e a produzir conteúdo, favorecendo a troca de saberes e o protagonismo social. Ao escrever, filmar, fotografar e gravar áudios na forma de entrevistas, radionovelas, blogs e produções midiáticas, podem ter acesso a um conhecimento que não teriam com tanta facilidade, aprendem a pesquisar sobre os temas.
É importante destacar que esse campo é reconhecido pelo governo federal por meio do Programa de Educomunicação Socioambiental, dentro das políticas do Ministério do Meio Ambiente (MMA). Alguns municípios também levantaram a bandeira da educomunicação e São Paulo, por exemplo, votou a lei 13.941/2004. Essa lei institucionalizou ações educomunicativas, como as realizadas atualmente em escolas públicas da capital – muitas trabalham o rádio dentro de seus projetos pedagógicos.
Programação - Encontro de Comunicadores
Data: 27 de fevereiro - Horário: 16h/18h
Local: Centro Universitário Unimódulo – Centro
R. Frei Pacífico Wagner, 653
15h30/16h – Café/Acolhimento dos convidados
16h/16h15 – Apresentação do Projeto Água de Beber e boas vindas - Márcia Nunes/coordenadora
16h15/16h30 – Apresentação da Educomunicação – Débora Menezes/consultora de Educomunicação
16h30/16h40 - Dinâmica – Telefone sem fio – Ivana Pagnota
16h40/17h – Apresentação dos comunicadores e dos educomunicadores. O Qual o papel de cada um na comunicação.
17h/17h40 – Apresentação das experiências do Grupo de Educomunicação. Apresentação de uma seleção de programas em áudio. Debate: qual a opinião dos comunicadores sobre o trabalho que realizamos? E qual a disponibilidade de cada comunicador para abrir espaço para as questões socioambientais? Há espaço para dar voz à comunidade nas mídias locais?
17h40/18h – Construção de uma carta-compromisso e encerramento do evento
Qua 18 Fev 2009
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Nesta quinta-feira, 19, a coordenadora da ONG Acaju, Silvia Paes estará reunida com o grupo Arte Caiçara e abordará diversos aspectos da cultura caiçara. O grupo é formado por alunos capacitados pelos cursos do Projeto “Feito aqui, feito por nós”, de geração de renda, do CRAS-Sul - Centro de Referência de Assistência Social, em parceria com o Instituto Supereco (Projeto “Água de beber…- ciclos contínuos”, patrocinado pela Petrobras por meio do Programa Petrobras Ambiental).
Desde o início de 2008, os artesãos realizam pesquisas sobre as raízes culturais da região com o intuito de obter originalidade na criação de seus produtos, que são 100% feitos à mão. Recentemente, a boneca Maria Caiçara, o carro chefe dos produtos do grupo, ganhou o 4º lugar na premiação do projeto Pigotta, uma iniciativa do UNICEF Itália. Ela foi escolhida dentre três mil outras bonecas artesanais.Agora o desafio é compor a história de mais um integrante da família, o pai, Zé Caiçara.
Segundo Silvia Paes, “é uma grande felicidade para mim, que sou caiçara, estar divulgando a cultura desse povo e sua importância para a formação do litoral.” A pesquisadora ainda revela que “os costumes caiçaras estão vivos, e não devem ser negados, como se faz em muitas partes do litoral norte”.
Estão no programa da palestra tópicos de ordem geral, como costumes nos âmbitos social, religioso e econômico, além das influências desse povo que tem em sua formação as culturas negra, índia e branca e sua forte relação com a natureza.
Ter 3 Fev 2009
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Será realizado, na próxima quinta-feira (05/02) - a partir das 14h00, um biomapa fluvial no Rio Juqueriquerê, em Caraguatatuba (SP) com o objetivo de identificar os problemas que ocorrem no entorno do Rio. A ação reunirá os diversos grupos integrantes do projeto “Água de Beber, de Comer, de Usar e Conservar… Ciclos Contínuos”, desenvolvido pelo Instituto Supereco com o patrocínio da Petrobras por meio do programa Petrobras Ambiental.
O biomapa é uma metodologia, na qual são construídos mapas de determinadas regiões e comunidades a fim de apontar os problemas e locais que necessitam de mais atenção. “Nesse caso, por exemplo, serão identificados problemas relacionados ao saneamento, saúde, qualidade da água, mata ciliar e potencialidades”, afirma a educadora ambiental do Água de Beber, Andréa Bossi.
A atividade será realizada a bordo de um barco que irá navegar pelo Rio Juqueriquerê. A tripulação será dividida em cinco grupos acompanhados por especialistas para orientar sobre os temas citados acima. Entre os convidados a participar estão representantes da Acaju – Associação Caiçara Juqueriquerê, Grupo Ciclos Contínuos, Grupo Arte Caiçara, Comitê de Bacias do Litoral Norte, Sabesp, Secretaria de Estado de Saúde, AMMA – Associação dos Moradores do Morro do Algodão.
As informações a respeito da qualidade da água coletadas durante todo o projeto serão complementadas por uma análise didática da água utilizando um kit fornecido pela Sabesp. As amostras serão coletadas e analisadas em alguns pontos relevantes do Rio.
A ação conta com o apoio da rede de parceiros do projeto Água de beber: Grupo Bandeirantes de Comunicação do Vale do Paraíba, Instituto General Motors, Sabesp, Veibras e Car Promotion.