Durante o encontro promovido ontem (30) pela OBME - Organização Brasileira de Mulheres Empresárias, na Assembléia Legislativa do Estado de São Paulo, renomadas lideranças femininas falaram sobre a importância da mulher no mundo dos negócios.
Representando o Instituto Supereco e seus projetos, a coordenadora geral da ONG, Andrée de Ridder Vieira - que atua há 22 anos no terceiro setor, ressaltou a questão da presença marcante do sexo feminino. “Segundo uma pesquisa realizada, em 2005, pelo GIFE – Grupo de Institutos Fundações e Empresas, de 77 organizações associadas, 51% conta com mulheres em posição de liderança”, afirmou Andrée.
De acordo com a coordenadora do Instituto Supereco, o grande diferencial que uma mulher traz para as organizações é a extrema intuição, sensibilidade pelas causas, dedicação e o olhar ampliado. “A mulher tem em si a capacidade de se dedicar ao cuidado e proteção ao próximo, o que é essencial diante de qualquer causa, pois para entrar nesse mercado e conquistar mais cargos de liderança, é necessário que haja em primeiro lugar a sensibilidade, seguida da boa formação, ética, transparência, postura, profissionalismo, visão e pró-atividade.
O evento, organizado pela presidente da OBME, Adelina Alcântara Machado, com o tema “A mulher contemporânea e seus negócios”, contou com a presença das palestrantes Diva Pavesi, lançando o seu livro “Revolta dos Anjos”, Joyce Cavalcante - Romancista e Presidente da REBRA - Rede de escritores Brasileiras, Silvana Ochiallini, especialista em “Feng Shui nas empresas e nas casas” e Silvia Afif Domingos, com o tema “Importância da espiritualidade e Fé neste Mundo”.
Você que é pequeno empreendedor ou está interessado em abrir ou ampliar suas atividades pode se inscrever no “Melhore o seu negócio” II, um curso gratuito ministrado pelos integrantes do projeto Água de Beber. O curso inicia dia 12 de agosto e será realizado às terças-feiras, das 15 às 18 horas, na Escola CIEF – Porto Novo.
Os participantes vão ser orientados sobre empreendedorismo, vendas, marketing e gestão financeira. “Nosso objetivo é oferecer ferramentas para melhorar o próprio negócio e contribuir com o meio ambiente, como fizemos no curso Melhore o seu negócio I ”, afirma a gestora social do “Água de Beber”, Cristina Filizzola.
A artesã Celeste Mattos Figueiredo, do grupo Ciclos Contínuos e que participou do “Melhore o seu Negócio I”, recomenda o curso. “Sempre gostei de artesanato, mas não tinha paciência para fazer nada, mesmo assim, me inscrevi no curso. Graças às palestras, aprendi a fazer velas artesanais e tenho como principal objetivo aperfeiçoá-las a cada dia”.
Os interessados em participar do “Melhore o seu Negócio II” devem se inscrever até o dia 30 de Julho, no escritório do Instituto Supereco - Pça. José Rabelo da Cunha, 48 - Sala 09, pelo telefone (12) 3883 – 2978 ou por e-mail: supereco_lnorte@supereco.org.br
Programação:
Tema da palestra:
12.08.08
1) Apresentação dos integrantes, do Supereco, do ciclo de palestras e a ligação da geração de renda com conservação ambiental (sustentabilidade).
19.08.08
2) Empreendedorismo social e cidadania.
26.08.08
3) Marketing social, vendas e sua relação com a ecoeficiência: uma ferramenta para seu negócio crescer.
02.09.08
4) Aula prática de Marketing social, vendas e ecoeficiência.
16.09.08
5) Como calcular os preços dos meus produtos/serviços?
23.09.08
6) Vamos conhecer outras experiências!
30.09.08
7) Fechamento, entrega de certificado, apresentação final.
A professora Silvana Chaves, integrante do Grupo Ciclos Contínuos, expôs as iniciativas do projeto Água de Beber no estande da Petrobras, durante os dois últimos dias do 5º Ecoadventur. Como voluntária do projeto, Silvana apresentou as ações do Instituto Supereco na região de Caraguatatuba e tirou dúvidas referentes ao Água de Beber.
No último domingo (13 de julho), a equipe do Água de beber realizou a dinâmica “Salve-se com um abraço – cooperando com os muriquis”, no Ecoadventur, em Caraguatatuba. Durante a atividade, cerca de 50 crianças - entre 4 e 13 anos, conheceram a história do macaco muriqui (espécie ameaçada de extinção), e também foram incentivadas ao trabalho de cooperação, de amizade, de igualdade e de união por um mesmo objetivo.
A dinâmica contou com a colaboração dos monitores da Petrobras e do GAC - Grupo de Apoio Civil, de Caraguatatuba
A comunidade unida pela recuperação do rio Juqueriquerê participou, no último sábado (12/07), do coquetel de lançamento do calendário “No Ritmo das Águas”, no estande da Supereco, no 5º Ecoadventur. A iniciativa visa envolver os moradores da região de Porto Novo - em Caraguatatuba, nas ações do projeto Água de Beber. Cerca de 50 pessoas receberam os exemplares.
Mais de 20 crianças presentes no segundo dia do evento tiveram a oportunidade de assistir “A Lenda do Arco-Íris”, uma peça teatral apresentada pela equipe do projeto Água de Beber em forma de enquete. Os educadores ambientais contaram uma lenda adaptada ao surgimento do arco-íris e abordaram, de forma lúdica e sutil, questões sobre equilíbrio ecológico, o ciclo da água e o fenômeno da decomposição da luz.
Dividindo as cidades de São Sebastião e Caraguatatuba, no litoral Norte de São Paulo, o rio Juqueriquerê faz parte das ações de educação ambiental da ong Supereco e é mais um dos rios brasileiros que precisam ser tratados com mais carinho e respeito. As fotos são minhas e da pequena Mirellen da Silva Souza, 11 anos, moradora do bairro Porto Novo, na região do Juqueriquerê.
Para terminar a “cobertura” da Festa da Tainha, aí vai um rap criado pela estudante Mirellen da Silva Souza (na foto), 11 anos, moradora do bairro de Porto Novo, em Caraguatatuba:
Ailton Dias de Menezes, artesão, mora no bairro do Porto Novo, em Caraguatatuba, há cinco anos. Durante o evento Ecoadventur, ele entrevistou Pedro Paes Sobrinho (na foto), 72 anos, um dos moradores mais antigos do rio Juqueriquerê e presidente da Acaju – Associação Caiçara Juqueriquerê, que trabalha pela preservação ambiental do rio.
Seu Pedro conhece o rio como ninguém e organiza mutirões de limpeza para recolher quilos e quilos de sujeira que ajudam a poluir suas águas. Seu sonho é conseguir um barco exclusivo para esses mutirões, e também para ficar de olho em quem pratica atividades ilegais como o desmatamento nas margens.
“Eu já me ‘enganchei’ na luta dele, participo de reuniões da Supereco quando eu posso e dou todo o meu apoio ao seu Pedro. Sempre quando vou a praia levo sacolinhas para recolher o lixo e espero que as pessoas façam o mesmo”, comentou Ailton, após o curto papo com o caiçara.
Acompanhe:
Como era o rio antes do que aconteceu com ele hoje?
Antigamente esse rio, que até hoje é navegável, Juqueriquerê tinha muita fartura de peixes, a gente bebia água dele, nossa mãe lavava roupa… hoje, nós temos até receio de entrar na água por causa da poluição. Mas mesmo assim estamos lutando para que, se ele não volte totalmente ao que era, pelo menos 80% seja mais puro do que está hoje.
Esse trabalho de canalização dos esgotos, você acha que vai trazer grandes melhoras pro rio?
Eu creio que vai melhorar 90%, porque estão fazendo todas as ruas, principalmente nas margens do rio, onde tem as casas ribeirinhas.
E as pessoas que jogam sujeira no rio, mesmo os moradores do rio que precisam dele?
Muitos acham que o rio é um lugar onde eles podem depositar o lixo. Só que o que eles estão fazendo é prejudicar a natureza. Estão aqui, precisando do rio, e fazendo sujeira. É a mesma coisa que a pessoa entrar na sua casa, passar por dentro do lixo e depois entrar pra dentro de casa e ir dormir.
O que uma festa tem a ver com meio ambiente e cultura? É o que a repórter mirim Mirellen da Silva Souza, 11 anos (na foto, de gravador em punho), foi entender durante a realização da Festa da Tainha, em Caraguatatuba.
Entrevistando os organizadores e participantes do evento – de artesãos às cozinheiras das barracas especializadas no pescado – Mirellen descobriu, entre tantas outras coisas, que a festa surgiu na beira do rio Juqueriquerê para que os pescadores pudessem valorizar a tainha fazendo pratos como peixe assado, durante alguns dias de julho, época em que é pescada.
E descendo o rio de barco pela primeira vez, até o encontro do rio com o mar, Mirellen entendeu porque é preciso preservar o rio. Apesar de desmatado e poluído em diversos trechos, o Juqueriquerê tem grandes áreas de manguezais preservados. É onde peixes como a tainha encontram abrigo para desovar e viver um período de suas festas. Sem rio limpo e sem mangue, observou a menina, não tem tainha, e nem festa…
Acompanhe as entrevistas que Mirella fez com um dos organizadores do evento e com uma das voluntárias do Instituto Supereco, que organiza atividades de educação ambiental na região do rio Juqueriquerê:
Entrevista com Denis Santana Garcia
Presidente da Associação dos Pescadores do Porto Novo e um dos organizadores da Festa da Tainha
Quem teve a idéia de fundar a festa?
A festa foi fundada pelos próprios pescadores da zona Sul de Caraguá, para que eles pudessem vender a tainha que eles pescavam e ganhar um pouco mais de dinheiro. A tainha quando é vendida fresca tem um valor reduzido; e quando você prepara um prato bonito, agrega valor, e aí nessa época, quando temos pouco turistas, os pescadores podem ganhar mais. A festa era pequenininha, foi crescendo e hoje ajuda bastante na renda das famílias dos pescadores.
O senhor nasceu aqui?
Eu nasci em São Paulo. Tenho casa aqui desde que tenho três anos, mas moro aqui há 10 anos.
Existe alguma lenda da Festa da Tainha?
Sim, e para explicar essa lenda vou contar uma historinha. Aqui onde era a Fazenda Serramar, era a Fazenda dos Ingleses. E essa fazenda cultivava frutas como laranjas e bananas. Essas frutas eram trazidas de lá da fazenda Serramar de trem, até a beira do rio Juqueriquerê, e aí barcaças de ferro levavam as frutas até navios que por sua vez levavam as frutas até o mar. Ainda existem ruínas dessa estação de trem e um dia pretendemos revitalizá-la, para andar no trenzinho dentro da Fazenda Serramar. E a lenda diz que embaixo do cais do trilho do trem, foi pescado um peixe, o mero, de 180 quilos!
Entrevista com Silvana Chaves
Professora e voluntária do Instituto Supereco
O que você faz na Supereco?
Participo do programa Ciclos Contínuos.
O que é isso?
É um trabalho que a Supereco está desenvolvendo sobre o Rio Juqueriquerê.
E o que o rio Juqueriquerê significa para você?
Eu acho que é o futuro para as novas gerações. Hoje em dia o rio já está bastante poluído e desmatado, já quase não tem mais peixes. Então se a gente não cuidar hoje, o que vai ser para a futura geração?
Como a comunidade pode ajudar o rio?
Se cada um fizer a sua parte, só não jogar o lixo no rio já é alguma coisa. Não desmatando também: hoje em dia as pessoas quase que construíram suas casas dentro do rio, tomando a margem. Então, se cada um fizer um pouquinho, vamos conseguir manter o rio vivo por muito tempo.
O que você está achando da Festa da Tainha?
Estou achando muito legal, tem muita gente.