Com o objetivo de reforçar a importância do envolvimento de todos na preservação e recuperação do Rio Juqueriquerê, em Caraguatatuba, a comunidade unida pelo projeto “Água de Beber, de comer, usar e conservar…Ciclos Contínuos” realizou uma visita monitorada de barcos no rio no último sábado (22), com o apoio do Instituto Supereco e patrocínio da Petrobras por meio do Programa Petrobras Ambiental. Mais de 20 participantes receberam orientações sobre o monitoramento e pranchetas a fim de relatarem as causas da degradação atual, destacando também os pontos positivos.

Durante o monitoramento, cada um descreveu sua impressão sobre o Juqueriquerê e sugeriu soluções para que se atinja o objetivo de preservá-lo. Entre as sugestões estão a importância da colaboração do Poder Público em todos os atos e a cooperação dos turistas ao visitarem a cidade. “É importante realizar algumas ações de conscientização junto a essas pessoas para que não só usufruam, mas também preservem e conheçam a sua história”, afirmou a coordenadora do ONG Acaju, Silvia Paes, que há oito anos realiza um trabalho de educação ambiental com moradores, estudantes e pescadores da região sul de Caraguatatuba.

Além disso, a comunidade debateu sobre as conseqüências geradas por construções irregulares nas proximidades do rio, a importância do reflorestamento da mata ciliar, além do tratamento dos esgotos domésticos - que envolve problemas de saúde pública e causa impactos ambientais.

Apesar das áreas degradadas, as belas imagens do rio ficaram na memória da comunidade durante a visita monitorada. “ O rio é lindo. Parte da sua mata nativa ainda está intacta e a preservação vem melhorando em alguns trechos.Também é possível observar a beleza de algumas aves, como a garça, quero-quero e colhereiro”, afirma Jacob Monteiro, presidente da Coopersul – Cooperativa de Lixo da Região Sul de Caraguatatuba.

Ao final do evento, todos se dividiram em grupos de modo que estes realizassem a atividade “gotas da percepção”, com os temas: ” O que o Juqueriquerê tem de bom” e ” O que queremos mudar no rio”. Muitos foram os tópicos positivos, entre os quais, a beleza natural do rio, sua história, trechos preservados e aves nativas. Porém, foram observados excesso de aguapés - que indica poluição, grande quantidade de lixo e degradação da mata ciliar.